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Confiança e transparência: palavras que geram dinheiro
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Confiança e transparência: palavras que geram dinheiro

O que têm em comum países como os Estados Unidos da América, a China, o Japão, a Alemanha e a França, os dois últimos membros e promotores da União Europeia? Todos eles compõem o grupo dos países mais poderosos do planeta, por ser aqueles que geram maior riqueza, expresso em seu produto interno bruto.

Este indicador económico não só se mede, senão que é seguido pelo mundo financeiro global, através de milhares de relatórios estatísticos elaborados pelas agências federais em cada um desses países e analisados praticamente ao vivo pelos principais investidores do planeta. O nível de detalhe de cada relatório e seu alcance é cada dia maior, assim como o nível de transparência que determina a confiança que geram.

A confiança o pilar fundamental de uma economia

Essa confiança é o pilar fundamental que permite a cada um deles atrair anualmente investimentos mil milionários em seus territórios, como investimento estrangeiro direto ou através da compra de obrigações de dívida pública, emitidas por cada um dos departamentos do tesouro de cada país. Então, podemos começar a concluir que a transparência atrai dólares americanos, euros, ienes ou yuans que chegam à velocidade do som com apenas dar um clique ao site do banco, no momento de emitir uma ordem de transferência de dinheiro.

A confiança que revelam as estatísticas semana após semana, permite aos governos executar diferentes planos de investimentos ou de despesas que são, por sua vez, minuciosamente apurados por todos os que queiram lê-los, uma vez que os sites de cada uma das instituições públicas desses países, salvo algumas exceções na China, têm em detalhe o uso de cada dólar, euro ou moeda local por parte da autoridade correspondente. Ao ponto de que podem sair casos de corrupção isolados, mas o que não se põe em causa é a perfeição dos números, a confidencialidade destes antes de sair publicados e a metodologia empregada para seus cálculos.

Avaliar a confiança na economia

O órgão mais poderoso do mundo em termos do impacto, que nos seus relatórios que incluem até as atas do que falaram cada um de seus membros em cada reunião oficial é a Reserva Federal dos EUA, conhecida por suas iniciais em inglês como a FED.

Os relatórios da FED têm seu ápice na reunião mensal sobre a decisão da taxa de juros, ao segundo de ocorrer o valor esperado, os mercados globais se movem a partir dele, portanto, as decisões de investimento que envolvem estão subordinadas a essa confiabilidade.

Graças a este mecanismo zelosamente cuidado por todos os organismos destes países, eles têm a reputação necessária para aceder ao bolso de todos os investidores do mundo para pedir empréstimos como mencionei nos parágrafos anteriores.

A confiabilidade é importante para gerar confiança

Sob este cenário, então, a razão de que estes sejam os países mais industrializados e a vez os mais endividados do planeta[1], tem relação direta com a confiabilidade de seus relatórios oficiais, que lhes permitem se tornar em autênticos aspiradores de dinheiro disponível para investir no mundo em títulos soberanos com grau de investimento AAA (a mais alta), onde nenhum investidor ao comprá-lo, pensa no risco de pagamento (emissor) ao vencimento de tais títulos porque se assume que serão pagos a 100% sem nenhum problema.

Graças a essa capacidade de atrair dinheiro puderam superar com agilidade a mega crise financeira do ano de 2008, que pôde arrasar com o sistema financeiro do mundo ao desestabilizar o maior de todos, o norte-americano; quando os principais bancos estiveram a ponto de falência, debitaram a sua moeda, o dólar e, então, a FED agiu para emitir dívida em enormes quantidades e captar dinheiro de investidores, fazendo com que as taxas caíssem a níveis de quase zero por cento e, até mesmo, por momentos, estes países chegaram a cobrar pela emissão de títulos aos investidores.

Como estão a ouvir, hoje Alemanha, Japão e outros países, por exemplo, estão a cobrar percentagem aos investidores de seus títulos (obrigações) a 2 e 5 anos de prazo, o que mostrava que os investidores preferiam emprestar ao Estado alemão ou japonês do que ter o dinheiro em qualquer banco do mundo.

O íman que atrai investimentos

Graças a esse íman de confiança, os Estados Unidos da América propiciaram por todos os meios que a sua moeda, o dólar, desvalorizasse significativamente para apoiar o seu sector exportador de  grandes empresas e a do turismo, sem afetar a sua inflação, dada a sua capacidade de abastecimento interno.

Como eu disse, o rendimento das obrigações caiu a níveis historicamente baixos, como o registado abaixo de 1% anual para a obrigação de 10 anos, durante os anos da crise. Muitos se endividaram em dólares americanos para comprar títulos soberanos de outros países que pagavam uma taxa de juros significativamente superior pelo efeito confiança, poderia ser a mesma moeda, mas não o mesmo risco de emissor.

Eu não me lembro de nenhum caso de corrupção nos EUA que esteja implicado algum funcionário pela manipulação de dados que se tornam do conhecimento geral, à uma hora e um dia específico através de um sistema de divulgação pública e que raramente tem erros; de tê-lo, pode significar milhares de milhões de dólares que os computadores com os seus algoritmos disparam em ordens de compra e venda massivas em função desse número.

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A importância da transparência como indivíduo

Por isso é tão importante que, como indivíduo, comeces a integrar que quanto mais transparente sejas para a economia, o teu banqueiro, teu emprestador, teu investidor te estimará mais  .

No momento que tenhas a ideia de empreender e comeces a escrever o teu plano de negócio, sejas muito transparente sobre como tu hás de fazer as coisas e, logo, de receber a confiança de algum investidor, cumpre sempre com aquilo que foi prometido, que quando tiveres alguma dificuldade financeira, ele será o primeiro a te apoiar para que saias adiante porque, entre outras coisas, o seu interesse é que tu possas pagar a tua dívida, e não, ele ficar com a tua garantia, se  houver, ou com o teu negócio, porque é teu e não dele.

Com o C de Certeza, convido-te a comentar ou colocar qualquer dúvida que tenhas, e pessoalmente, responder-te-ei. Se pensaste em um amigo, por favor, partilha este artigo com ele, pois, lhe pode gerar valor.

Obrigado por investir em ti!

Santi Fernández

@yoinviertoenti

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